"BLOMPS"

A MARCHA DOS BLOMPS RUMO À LUA

INTRODUÇÃO

Os artistas plásticos, Marta Oliveira, Carlos Delfino, Ciro Cozzolino e Rui Amaral vêm atuando individualmente e em grupo nos últimos vinte anos em projetos culturais, cursos, workshops e exposições em instituições culturais públicas e privadas, escolas de arte e universidades.

Seus trabalhos são regidos por um conceito fundamental: a busca da inserção da arte como algo vital no cotidiano, através da interdependência de todas as áreas do conhecimento.

Eles desenvolvem a figuração associada a uma grande liberdade cromática. Suas obras traduzem um ponto de vista brasileiro de ver o mundo globalizado, percebendo a imensa riqueza de nossa cultura.

Na elaboração desse projeto, os artistas consideram dois principais aspectos. Em primeiro lugar, o fato de que com o fim das utopias, a arte parece não mais oferecer oportunidade para contestação, justamente porque foi completamente assimilada pelo mercado. Não existe mais o inédito, tudo é possível. A obviedade-deturpação e oportunismo – traduzem uma tendência dos meios de comunicação de anestesiar as pessoas, repetir o que o público já sabe e o que deseja. Em segundo lugar, a ordem e a desordem na organização das metrópoles – a diversidade populacional que se une e se separa – reflete a crise da cidade que é a crise da civilização. A cidade é um ser vivo que nutre as nossas vidas de e se nutre de nós.

CONCEITO

“A MARCHA DOS BLOMPS RUMO À LUA” é um projeto de arte pública e uma forma de intervenção social. Sua abertura aconteceu em São Paulo, na Avenida Paulista, intergrando o Projeto CEF Paulista de Arte em junho de 1997 e foi exposto no Rio de Janeiro no centro e no Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte.

Os BLOMPS são personagens que integram um universo mítico e têm uma lenda peculiar. Não é certo que vieram da lua, mas para lá estão se dirigindo. Percorrerão várias cidades do nosso planeta em busca da chave que abrirá o Portal Sagrado da Lua. Eles se multiplicam ao acaso e têm o poder da mimesis assumindo infinitas formas e personalidades.

Nessa fase os BLOMPS têm a forma de João Bobo, brinquedo popular inflável carregado de humor, que se torna suporte de obras de arte de oito metros de altura cada uma. São confeccionados em nylon, costurados e pintados.

A intenção é que sua exposição em espaços públicos possa estabelecer uma relação direta entre arte, arquitetura e a cidade. Sua leveza e dimensões criam ao mesmo tempo um diálogo poético e um estranhamento com o entorno social.

CONCLUSÃO:

A exposição “A MARCHA DOS BLOMPS RUMO Á LUA” reflete valores da nossa cultura e seus paradoxos: os limites do pós-moderno, as ligações entre arte, arquitetura, mídia e política cultural.

 

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