Amílcar de Castro Escultor, desenhista e diagramador, nascido, em 1920, em Paraisópolis, Minas Gerais.Em 1942, estuda escultura com Weissmann, na Escola de Arquitetura e Belas Artes em Belo Horizonte. Também segue o curso livre de desenho e pintura de Guinard.Em 1944, forma-se em direito pela UFMG, Belo Horizonte. Em 1952, transfere-se para o Rio de Janeiro, abandonando totalmente a figuração por influência de Max Bill. Faz diagramação para as revistas A Cigarra e O Cruzeiro. Realiza sua primeira escultura concretista em 1953. Em 1956, participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta, em São Paulo e no Rio. Assina o Manifesto Neoconcreto em 1959. Em1960, participa da mostra Koncrete Kunst, em Zurique. Em 1964, com Jackson Ribeiro e Hélio Oiticica faz cenografia para o desfile de carnaval da Mangueira. Ganha, em 1958, o Prêmio de Viagem ao Exterior do XVII Salão Nacional de Arte Moderna, partindo para Nova Iorque e depois para Nova Jérsei. Começa a usar chapas de aço inox em esculturas. Em 1969, realiza individual na Galeria Kornblee, em Nova Iorque. Em 1971 retorna ao Brasil, fixando-se em Belo Horizonte. A partir de 1973, leciona na faculdade de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, na Fundação de Arte de Ouro Preto e na Escola Guinard. No final dos anos 70 dedica-se principalmente ao desenho. É premiado na coletiva Panorama da Arte Atual Brasileira de Escultura no Museu de Arte de São Paulo em 1979.Em 1989 tem retrospectiva no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Encerra suas atividades docentes e passa a dedicar-se unicamente à criação artística, a partir de 1990, voltando a pintar e desenvolvendo trabalhos em cerâmica.Em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX. Hoje, vive e trabalha em Belo Horizonte. (Participou da III e XV Bienais Internacionais de São Paulo). Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.