Waldemar Cordeiro

Pintor, escultor, paisagista, designer e crítico de arte. Nasce em Roma, 1925. Transfere-se para São Paulo em 1946. Conhece Luis Sacilotto, Geraldo de Barros e Lothar Charoux em 1947. Expõe no XI Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos. Viaja a Roma, de onde retorma como delegado do Art Club Intenacional de Roma. Em 1949 integra a Mostra do Figurativo ao Abstracionismo, exposição inaugural do MAM - SP, organizada por Léon Degand. Participa da I Bienal Internacional de SP, em 1951. Compõe o Grupo Ruptura, juntamente com Geraldo de Barros, Lothar Charoux, Fejer, Leopoldo Haar, Sacilotto e Anatol Wladyslaw, tendo a primeira exposição no MAM - SP, acompanhada de manifesto. Lidera o Movimento Concreto em SP. Conhece os poetas concretos Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos. Em 1956, com o grupo Ruptura, organiza a I Exposição Nacional de Arte Concreta, participando da edição da mesma no Rio de Janeiro. Participa da IX Exposição Internacional de Tóquio. Em 1959 recebe o Prêmio Leiner de Arte Contemporânea. Participa da Retrospectiva de Arte Concreta, do MAM - Rio e da Mostra Koncrete Kunst, realizada em Zurique. Em 1964, vai à Europa onde conhece o grupo Recherches Visuais, liderado por Le Parc, Jesus Soto e Tomás Maldonato. Entra em contato com a arte pop norte-americana. Na galeria Atrium, expõe seus Pop-cretos. Recebe o prêmio Itamaraty, na exposição Internacional de Arquitetura, realizada juntamente à VII Bienal Internacional de São Paulo, participa das mostras Opinião 65, realizada na FAAP - Fundação Álvares Penteado, em São Paulo. Integra as mostras Propostas 67, também na FAAP e Nova Objetividade, no MAM - Rio, em 1967. Expõe em Paris, em 1969, no X Salon Grands et Jeunes d'Aujourd'hui e no Salon Comparaisons. Intruduz a computer art no Brasil, em 1970. Em 1971, faz a exposição Arteônica, na FAAP, SP. Morre em 1973. Tem retrospectiva póstuma em 1983 feita pelo Centro Cultural São Paulo. O MAC-USP organiza em 1986 importante retrospectiva. Tem obras expostas na Bienal Brasil Século XX. Em 1996 tem obras na exposição Tendências Construtivas no Acervo do MAC - USP. Participou da I, III, IV( isento de júri), V, VI (isento de júri), VII, VIII, IX, XII, XIII Bienais Internacionais de São Paulo.

Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.