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Geraldo de Barros, Tuca Vieira, Leya Mira Brander
e Campo Coletivo
abrem o programa de exposições do Maria Antonia

Em março, três mostras individuais e uma coletiva dão início ao programa de exposições de 2008 do Centro Universitário Maria Antonia. O vernissage, aberto ao público, acontece dia 27 de março, às 20h, e as visitas vão até 1º de junho. Os horários de visitação são: de terça a sexta-feira, das 12 às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 10 às 18h, com entrada franca.

A exposição Fotoformas e suas margens, realizada em parceria com o SESC São Paulo, é uma leitura histórico-crítica da produção fotográfica de Geraldo de Barros nas décadas de 1940 e 50, enfatizando o caráter diversificado desse conjunto de fotografias, esclarecendo suas relações com as pinturas e gravuras feitas pelo artista na mesma época, para além da poética da arte concreta, a que esteve vinculado. Numa abordagem inédita do assunto, a curadora Heloisa Espada mostra as ligações da obra de Barros com o aparecimento dos primeiros núcleos de artistas abstracionistas no Brasil, durante o pós-guerra. Seu trabalho com fotografia, desenho e gravura é mostrado junto a pinturas de Almir Mavignier e Luiz Sacilotto, desenhos de Raphael Domingues (pertencentes ao acervo do Museu de Imagens do Inconsciente) e fotografias de Thomaz Farkas e German Lorca, além de diversos documentos de época.

Geraldo de Barros (1923 – 1998) é um dos pioneiros da arte abstracionista e concreta feita no Brasil. Integrou o grupo Ruptura, em 1952, foi também designer gráfico e desenhista de móveis da cooperativa de trabalho Unilabor, entre 1954 e 1964. Nos anos 60, participou também do Grupo Rex, ao lado de Nelson Leirner, Wesley Duke Lee e outros. Trabalhou com pintura, fotografia e gravura. Sua obra fotográfica, de caráter experimental, é considerada um marco da fotografia moderna no país.

Em Fotografia de rua, exposição ganhadora do prêmio PAC (Programa de Ação Cultura), Tuca Vieira apresenta o resultado mais recente de um exercício permanente do olhar sobre grandes cidades, que desenvolve há vários anos. Seu trabalho pode ser colocado na tradição da "Street Photography”, iniciada, nos Estados Unidos, por nomes como Robert Frank, William Klein e Louis Stettner. Com curadoria de Eder Chiodetto, a exposição apresenta cerca de 30 fotografias em preto e branco (cópias em prata gelatinosa, 30 x 40 cm), nas quais Tuca

Vieira constrói registros inusitados da paisagem e do cotidiano dos habitantes de São Paulo, com uma linguagem bastante pessoal e de alta qualidade técnica.

Tuca Vieira formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo e atua como fotógrafo profissional desde 1991, integrando atualmente a equipe de fotografia do jornal Folha de S. Paulo. Suas fotografias estão em acervos como os da Pinacoteca do Estado, do MAC-Museu de Arte Contemporânea e do Masp (na Coleção Pirelli). Entre suas participações recentes em exposições podem ser citadas Global Cities (Tate Modern, Londres, 2007) e Cittá, Architettura e Societá (Biennale di Venezia, Veneza, Itália, 2007).

A exposição Tudo que eu sei, de Leya Mira Brander, foi concebida como forma de materializar em gravuras possibilidades de interpretação quase infinitas dos acontecimentos do mundo, frente à dissolução veloz do tempo. Preenchendo a sala com séries de gravuras em metal, em formatos e disposições diversas, nas quais a reiteração comparece em recombinações de matrizes e mesclas de palavra e imagem, a artista procura trabalhar de maneira livre com essa técnica tradicional, por meio de relações espontâneas guiadas acima de tudo pela subjetividade em embate com o fazer manual, por um lado, e, por outro, com o circuito de informações dos meios de comunicação.

Leya Mira Brander trabalha principalmente com gravura e desenho. Possui obras em acervos de instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Cento de Arte Contemporáneo Wifredo Lam (Havana), o Instituto Peruano Norte Americano (Lima), o Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza), dentre outros. Já participou de diversas mostras individuais e coletivas no Brasil - como MAM[na]OCA, Mostra do Acervo do Museu de arte Moderna na OCA (SP),  this is not a love song e Tijuana, na Galeria Vermelho (SP) - , e no exterior - Colômbia, Alemanha, Peru, Estados Unidos e Suécia.

Campo coletivo reúne, sob a curadoria de Fernanda Albuquerque e Gabriela Motta, a produção de cinco grupos de artistas de diferentes regiões do Brasil: Poro (Belo Horizonte), Cine Falcatrua (Vitória), Laranjas (Porto Alegre), GIA (Salvador) e Espaço Coringa (São Paulo). O espaço que ocupam no Maria Antonia é transformado em uma midiateca, lugar de conversa e consulta, com amostras da produção dos cinco coletivos, incluindo cartazes, panfletos, adesivos, livros e catálogos, além de registros de ações e intervenções artísticas. Os materiais poderão não apenas ser vistos, mas também copiados pelo público. A exposição prevê, ainda, a realização de atividades – ou “ativações” – idealizadas em conjunto pela curadoria e os coletivos, como debates, oficinas e mostras de filmes. Também fica à disposição do público uma seleção de livros e publicações que abordam o tema da exposição: coletivismo, arte e esfera pública, arte enquanto experiência, dentre outros. Essa biblioteca é fruto de uma colaboração com o projeto Arte e Esfera Pública, de Graziela Kunsch e Vitor César.

Geraldo de Barros, Tuca Vieira, Leya Myra Brander e Campo Coletivo

vernissage: 23 de março, 20h
visitação até 1º de junho
segunda a sexta, das 12 às 21h
sábados, domingos e feriados, das 10 às 18h
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone (11) 3255 7182 − ramal 46

www.usp.br/mariantonia

Entrada gratuita

Material fornecido por:
Diego Dell´Erba e Taciana Vaz
Centro Universitário Maria Antonia
Assessoria de imprensa (11) 3237-1815
imprensama@usp.br


Geraldo de Barros. Homenagem a Paul Klee, 1949.
Desenho sobre negativo com ponta seca e nanquim. 30,5 X 40,6 cm.


Coletivo GIA_Balões_SaoPaulo_2006_
cred: Marcos Kiyoto



LEYA
sem título 2006
gravura em metal 15x20cm

Rua Maria Antonia, 294. CEP 01222- 010 São Paulo - SP. Fone: (11) 3237 1815. www.usp.br/mariantonia