Rua Maria Antonia, 294. CEP 01222- 010
São Paulo - SP.
Fone: (11) 3237 1815.
www.usp.br/mariantonia


visitação
até 18 abr 2004
seg a sex, das 12h às 21h,sáb, dom e feriados, das 10h às 18h
entrada gratuita,visitas monitoradas com agendamento prévio pelo telefone 3257 2760

Cassio Michalany, Raymundo Colares, Patricia Furlong, Vanderlei Lopes,
Ana Luiza Batista e The Invisible Meeting
abrem o ciclo de exposições do Centro Universitário Maria Antonia.


Quatro artistas brasileiros e um grupo de artistas europeus inauguram a temporada 2004 de exposições do Centro Universitário Maria Antonia, no próximo dia 4 de março, quinta-feira, às 20h00.


Cassio Michalany apresenta sua Pintura sobre parede, pensada especificamente para o espaço expositivo do Centro Maria Antonia. Ocupando cerca de 36 m lineares, Michalany pinta duas paredes da sala maior: uma na cor laranja e a outra, oposta à primeira, nas cores verde e azul escuros. O trabalho é mais um lance na rigorosa pesquisa pictórica que o artista vem desenvolvendo há anos e que coloca seu nome entre os principais pintores brasileiros contemporâneos. Nesta obra o encontro do verde com o azul cria uma linha tênue, porém distinta, contrapondo-se à luminosidade da pintura monocromática laranja. A grande escala permite a integração das próprias colunas da sala na percepção geral do espaço.

Formado em arquitetura pela FAU-USP, Cassio Michalany participou da Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, entre diversas outras coletivas. Sua exposição individual mais recente foi realizada em 2003, no Instituto Tomie Ohtake. Possui obras no acervo do Museu de Arte Contemporânea da USP, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outras instituições.






Raymundo Colares foi um dos expoentes da geração de artistas associados à Nova Objetividade, nos anos 60, companheiro de Antonio Dias, Hélio Oiticica, Cildo Meirelles e Antonio Manuel. Sua morte prematura aos 42 anos (em 1986) e a carreira acidentada fizeram com que sua obra não tenha ainda alcançado o merecido reconhecimento, para além do círculo de especialistas.
Sob a curadoria de Lorenzo Mammì, a MariAntonia apresenta uma pequena retrospectiva da obra de Colares, reunindo obras representativas – pinturas em esmalte sobre madeira – que propõem soluções originais para o confronto entre a arte geométrica e a arte figurativa, ou entre neo-concretismo e nova figuração, a partir da estilização das faixas cromáticas das carrocerias dos ônibus do Rio de Janeiro. Também estarão expostos alguns dos "gibis" feitos pelo artista: livros-objeto realizados com motivos geométricos, numa espécie de Mondrian invadido pela velocidade das histórias em quadrinhos e da montagem cinematográfica, em meio ao universo das imagens urbanas. A exposição faz parte de uma das vertentes desenvolvidas pela MariAntonia, com exposições de releitura da história recente da arte brasileira.






Duas paredes externas do prédio da MariAntonia, serão ocupadas por uma instalação de Patricia Furlong intitulada Raspadinha. Proposto como obra interativa, o trabalho é constituído de uma grande superfície negra sob a qual estão, a princípio escondidos, textos de apelo emocional. As pessoas de passagem pela calçada receberão peças publicitárias "promovendo" a Raspadinha. Caberá ao espectador a iniciativa de raspar a tinta preta e desvelar os textos da artista. É a primeira vez que esta instalação será montada em espaço público, dialogando com as intervenções características nos muros da cidade de São Paulo. O desenvolvimento da obra será acompanhado diariamente por meio de registro fotográfico.

Patrícia Furlong é formada em Educação Artística pela FAAP. Possui obras nas coleções do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Banco Itaú e Fundação Padre Anchieta.




Vanderlei Lopes apresenta a obra Powderhead, composta por uma seqüência de dez imagens estáticas projetadas sobre uma das paredes do espaço expositivo e acompanhadas por um trecho da música Glory Box, da banda Portshead. Estas imagens mostram o próprio artista balançando a cabeça coberta de talco, em movimentos convulsivos que espalham nuvens do pó branco, sugerindo, ao mesmo tempo a constituição de formas e a desmaterialização. Assim como outras obras do artista expostas no MAM-SP, em 2002 (Nefelibatas) e no Centro Cultural SP, em 2003, Powderhead lida com contrastes conceituais, como micro e macrocosmo, construção e destruição, ação e impossibilidade.




Ana Luiza Dias Batista, recém formada em artes plásticas pela USP, expõe esculturas que recortam as condições de aparecimento de algumas plantas presentes no espaço urbano, principalmente em coberturas de prédios e calçadas. São plantas que emprestam naturalidade a ambientes inóspitos ou guardam a memória da época em que estiveram presentes em jardins. O discurso deste trabalho constrói-se na relação entre a planta e seu ‘continente’. As plantas são transportadas para o espaço expositivo por meio de associações com repertórios arquitetônicos, compondo esculturas desenhadas para potencializar os significados que determinaram sua escolha.




The Invisible Meeting reúne um grupo de artistas belgas e holandeses em um projeto que focaliza o caráter utópico e, mais ainda, efêmero de um encontro artístico com a cidade. Paul Casaer, Agência, Els Opsomer, Harald Thys & Jos De Gruyter e Manon De Boer irão realizar ao longo de cerca de um mês intervenções no espaço urbano, tendo como conceito geral os rastros dos fluxos de informação da cidade de São Paulo.
Um centro de informação será montado na MariAntonia, com meios audiovisuais diversos, livros, mapas e documentação das intervenções que terão lugar na cidade, (fora deste espaço específico), além de documentação sobre o contexto das obras de cada um dos artistas envolvidos. O grupo reunirá também material para compor um jornal contendo a documentação das intervenções realizadas, textos críticos sobre o grupo e depoimentos de outros artistas da cidade, que será lançado no período da exposição. Resultado de um ano de breves encontros entre os artistas, em que cada um deles articulou suas idéias sobre São Paulo, The Invisible Meeting constitui-se de cinco intervenções/propostas/obras 'na' ou 'sobre a' cidade, seus mitos e realidades, algumas efetivadas, outras não, mas todas refletindo de modo particular, a partir de um ponto de vista deslocado, sobre o local.

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Cassio Michalany, Raymundo Colares, Patricia Furlong, Vanderlei Lopes, Ana Luiza Dias Batista e The invisible Meeting

à partir de 4 de março, às 20h00.
As exposições podem ser visitadas até 18 de abril, de segunda a sexta, das 12h00 às 21h00, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 18h00.
Visitas agendadas pelo telefone (11) 3257 2760
Entrada Gratuita.

 

Rua Maria Antonia, 294. CEP 01222- 010 São Paulo - SP. Fone: (11) 3237 1815. www.usp.br/mariantonia